terça-feira, 30 de outubro de 2012

Crítica: Heading For Tomorrow - Gamma Ray

O ano era 1989, Kai Hansen após ter desentendimentos musicais com Michael Weikath decidiu sair do Helloween, o que levou muitos fãs a ficarem preocupados com o futuro direcionamento musical da banda, uma vez que Kai era seu mentor (e considerado também, como muitos devem saber, pai do Power Metal) e fundador. Pouco tempo depois é anunciado um novo projeto musical por parte de Kai Hansen junto com um fã de Judas Priest, oriundo da banda Tyran' Pace, o grandioso Ralf Scheepers, e esse projeto se chamaria Gamma Ray. E a ideia inicial não foi de formar uma banda, mas as gravações de estúdio ficaram tão boas que Kai viu que aquilo realmente teria que se tornar algo mais sério.

Os fãs órfãos do Helloween com a saída de Kai puderam ficar mais calmos quando o primeiro álbum do Gamma Ray foi lançado, o clássico e espetacular Heading for Tomorrow.

Estamos falando aqui da união de um vocalista tão poderoso quanto Michael Kiske, se não mais, se unindo ao pai do Power Metal, e o resultado não podia ser outro. Heading for Tomorrow é como uma continuação do Helloween clássico, eu diria que é um "Keeper of The Seven Keys Pt. 3", para ser mais exato. Este é um álbum que contém muitos clássicos da banda, chega a soar como uma compilação.

"Lust For Live" abre o álbum de forma excelente, mostrando o somente o início do potencial que a dupla Hansen/Scheepers tem, e é um dos grandes sucessos da banda. Sua letra fala sobre "sair da miséria e voltar com tudo", sobre o desejo de crescer, ser mais forte e não ter medo de cada vez mais ter "desejo pela vida". E essa letra faz muito sentido se for levar em conta o que Kai estava passando, saindo do Helloween e começando uma banda nova.
"Heaven Can Wait" também tem uma letra bastante positiva, com um título autoexplicativo, em que Kai fala que o paraíso pode esperar, pois há muitas coisas a se fazer em vida ainda. É outro grande clássico da banda e tem um solo espetacular, diga-se de passagem.
"Space Eater" é a primeira música em que Kai demonstra sua adoração pelo Espaço e pelas coisas além da Terra, eu a considero a precursora de álbuns como "Somewhere Out In Space" e "Power Plant", em que essa temática é muito forte.
"Money" tem uma letra fabulosa e é uma crítica clara ao dinheiro e ao abuso de poder, e como uma pessoa pode se prender a isso de forma doentia. É outro clássico incontestável da banda, e uma das letras mais fortes de Kai Hansen.
"The Silence" é a balada do álbum, e é uma música fabulosa, assim como sua letra, que requer interpretação pessoal de cada ouvinte, na minha opinião. Ralf Scheepers interpreta esta música de forma inexplicável, não precisando provar mais nada a partir daqui.
A partir daí o álbum tem outras músicas muito boas, e como não podia faltar no "Keeper Of The Seven Keys Pt. 3", a música de 14 minutos, a espetacular, estupenda, incrível faixa-título do álbum. É um clássico absoluto, e com certeza a melhor faixa do disco. Fala sobre o direcionamento da sociedade moderna (na época do álbum) e coisas ligadas a isso.

Heading For Tomorrow é um álbum épico, facilmente comparado a fase clássica do Helloween, como dito anteriormente e é, pelo menos para mim, o melhor lançamento da banda,  suas letras continuam recentes até os dias de hoje. A banda só foi melhorando com o passar do tempo, trocando sua formação algumas vezes, mas nunca perdendo a qualidade e se firmando como uma das melhores bandas no cenário do Power Metal.
Nota: 4/5

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